10 ERROS MAIS COMUNS DOS ULTRAMARATONISTAS

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Foto: Alexandre Cappi Photography

 1. Não treinar com a devida antecedência

Apesar dos bons exemplos que vemos, ainda há uma grande falta de preparação por parte de muitos dos que se “atiram” a um ultra trail pela primeira vez. Algumas pessoas começam depois de 1 ou dois anos de corridas. Mas construir uma boa base e – já agora – uma boa musculatura leva tempo. Claro que tudo depende da finalidade e do perfil de cada um, mas um ultramaratonista prepara-se pelo menos com um ano de antecedência. É necessária uma visão a longo prazo. Ninguém se prepara meses antes de uma prova e pode esperar ser bem sucedido.

2. Não dar descanso ao corpo

Há corredores que não param de treinar até ao dia da prova. Têm tanto medo de fracassar que treinam até ao último momento. É mais do que óbvio que, quando chegarem ao dia da prova, o seu corpo vai estar cansado e não vai ser capaz de dar a sua melhor prestação. Um período ideal de descanso antes de uma prova terá de começar, por exemplo, 3 semanas antes do dia D. E, na semana antes da mesma, não se deve fazer absolutamente nenhum esforço. Para um ultra trail passa-se exatamente o mesmo. Não se está perante uma lógica de corrida rápida, mas o corpo tem que estar preparado e fresco para muitas horas de corrida. E o descanso mental é também muito importante.

3. Treinar demasiado rápido

Normalmente, o erro consiste em não se trabalhar no ritmo da corrida. Nós somos bons no ritmo em que treinamos. Nem acima deste, nem abaixo deste. Numa saída de 2 ou 3 horas, podemo-nos sentir capazes de correr rápido, mas numa ultra esse não vai ser o caso. Devemos aprender até a andar durante um treino para uma ultra maratona. Porque se a transição da corrida para a caminhada é simples, já passar de uma caminhada novamente para a corrida é bem mais difícil. O corpo e os músculos devem memorizar este tipo de esforço. A amplitude da passada também deve ser treinada. Não é fácil, mas é essencial para um bom trabalho.

4. Não nos prepararmos mentalmente

Devemos estar preparados para sofrer. Vamos inevitavelmente passar por aqueles momentos em que nos perguntamos “o que é que estou aqui a fazer?” ou “porque é que estou a fazer isto?”. Todas estas situações devem ser preparadas. Todos os argumentos para estas questões devem estar decorados e ser motivadores. Não é nos momentos difíceis que devemos esperar que o cérebro seja capaz de refletir de forma adequada.

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Foto: Alexandre Cappi Photography

5. Não estudar o percurso

O estudo do percurso é uma coisa básica. Muitas vezes ouvimos alguns corredores dizer que preferem descobrir as surpresas no local, mas isso é meio caminho para o fracasso, pois não saberemos gerir esforço, hidratação, alimento e motivação com antecedência. Devemos sim estudar os mapas e a altimetria. Leva o seu tempo, mas é parte da preparação (mental também) que vai ajudar ao sucesso de uma ultra maratona.

6. Negligenciar a estratégia de corrida

Quando se fala em estratégia de corrida, fala-se principalmente em ritmo de corrida. Temos que ser capazes de reconhecer se estamos bem ou mal e não fazer a nossa corrida pelos outros. Não façam comparações. Numa corrida de 10 km podemos ir atrás dos outros. Numa ultra maratona não, cada um faz a sua corrida. O erro clássico é ir depressa demais. Muitos dirão que é uma questão de experiência, mas talvez seja mais uma questão de paciência. Devemos começar com um ritmo capaz de manter durante muito tempo. E se começarmos depressa demais, devemos abrandar, ser cauteloso, deixar a explosão para a fase final da corrida.

7. Usar equipamento não testado

É muito frequente ver corredores com equipamento novo, roupa e sapatos a estrear. Tudo isto traz stress desnecessário para o dia da corrida, além de que pode trazer problemas durante a mesma. Perguntem a alguém que tenha feito um UTMB várias vezes com sucesso e vão ver a resposta: todo o equipamento é testado antes da corrida.

8. Insistir em seguir o plano de corrida a todo o custo

Temos que saber adaptar a nossa corrida à fadiga. Por vezes podemos estar em prova e sentir que vamos ter que parar por algum motivo, mas queremos a todo o custo continuar. A todo o custo. Por vezes é um erro crasso. Não é uma decisão fácil, mas muitas vezes pode ser a diferença entre mais tarde abandonar uma prova ou não. Não sejam muito rígidos com o vosso plano inicial.

9. Não antecipar os abastecimentos

A nutrição é um elemento chave quando se aumentam as distâncias e a duração das corridas. Há sempre um elemento desconhecido. Não sabemos como o corpo vai reagir fisicamente, nem em termos de digestão. Podemos ter dificuldades em comer. E aqui devemos ter planeados os planos alternativos. Temos que saber o que comer, o que beber, com antedecência. Essa antecipação também vai permitir não gastar tanto tempo nos abastecimentos, evitando assim as barreiras horárias. Temos que saber o que fazemos.

10. Negligenciar a recuperação

Depois do exercício, o corpo precisa de descansar. Óbvio, mas não para todos. Muitos não recuperam o suficiente. E isto é ainda mais comum naqueles que não passam por problemas durante uma prova. A maior parte das pessoas que corre tem medo de perder a forma que ganhou, mas não há razão para isso. É importante sim, não neglicenciar a fase de recuperação, evitando assim possíveis lesões.

Fonte: Lepape-Info

http://www.lepape-info.com/

 

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